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11.8.17

O Estranho que Nós Amamos-Flme 2017





Virginia, 1864, três anos após o início da Guerra Civil. John McBurney (Colin Farrell) é um cabo da União que, ferido em combate, é encontrado em um bosque pela jovem Amy (Oona Laurence). Ela o leva para a casa onde mora, um internato de mulheres gerenciado por Martha Farnsworth (Nicole Kidman). Lá, elas decidem cuidá-lo para que, após se recuperar, seja entregue às autoridades. Só que, aos poucos, cada uma delas demonstra interesses e desejos pelo homem da casa, especialmente Edwina (Kirsten Dunst) e Alicia (Elle Fanning).

Sofia Coppola em seu novo filme parece ter tido uma árdua tarefa em transporta-lo para uma linguagem menos áspera e até certo ponto menos visceral do que a versão dirigida em 1971 por Don Siegel. A diretora parece ter percebido cada nervo exposto da obra original e até se saiu bem em atualizar aos novos conceitos, tantos visuais quanto aos ideologizemos do politicamente correto que assola Hollywood, é claro que seu roteiro teve de fazer muitas modificações e em alguns casos várias omissões, contudo há bastante novos elementos que tornam a história mais interessante sob alguns aspectos. Se no filme anterior havia um eficaz gradativo e crescente suspense, aqui a diretora opta pelas sutilezas narrativas em contraste com um tom mórbido de uma tragédia iminente, é uma direção sutil, elegante e minimalista, a fotografia exerce uma atmosfera bastante pessoal e carrega o filme de uma aura muito própria, mas não se trata de um filem contido, há um terror subjacente e um complexo senso de instabilidade emocional dos personagens, destaque para Kirsten Dunst (Edwina) é através de seu personagem que a maior parte da trama se desenvolve e sua atuação está perfeita, 

 O Estranho que Nós Amamos em mãos erradas poderia soar como uma versão insípida do original, mas quando percebemos que é uma história sendo contada pela ótica feminina é que reconhecemos o bom trabalho de sua realizadora, se antes a presença masculina era o principal fio condutor da trama e todas as sua consequências, aqui a diretora mostra um outro ângulo por onde a história passa a ser observada, isso faz com que a trama se torne menos unilateral e previsível. 

O Estranho que Nós Amamos é um filme que não chega a ser perfeito, mas tem muitos elementos e camadas a serem observadas, suas personagens femininas são bem definidas e desenvolvidas, seu roteiro é brilhantemente bem adaptado, mas não se arrisca em ir além de uma trama mesmo que muito bem contada , bem previsível, Sofia Coppola é uma excelente criadora de atmosfera e sabe como ninguém desenvolver suas personagens mulheres. Muito bom. 



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