NOVIDADES

18.7.17

CRÍTICA - PODEROSA, MAS PECA QUANTO AO FLUXO NARRATIVO




               Eu gostaria dizer de antemão que devoro avidamente qualquer tipo de animação. Dos stop-motion aos animes, passando pelos digitais etc. Cresci na frente da TV, passando tardes inteiras com os desenhos animados como companhia, e dificilmente algum me desagradava.
                Castlevania, infelizmente, se encontra na lista dos “não favoritos”.
           Baseada nos jogos desenvolvidos pela empresa japonesa Konami e que possui títulos em diversas plataformas (Super Nitendo, PlayStation, Xbox...), a série não erra como adaptação, e isso é importante dizer, mesmo os jogos e a série sendo duas coisas distintas que dividem uma mesma história. Em relação a isso, a maioria dos fãs ficaram aliviados. 
           O grande problema talvez, seja a forma como desenvolveram o enredo, rápido demais, devagar demais e um quarto e último episódio que foi brilhante, mas que não conseguiu redimir o resto da série. Estamos falando de um episódio piloto praticamente desconexo e que poderia facilmente ser condessado no seguinte. Somos apresentados a personagens intrigantes e muito, muito interessantes como Lisa, a esposa do Conde Drácula, que quer acima de tudo o conhecimento e por causa dele é queimada viva acusada de bruxaria pela Igreja Católica. Uma morte que poderia ser causa de grande sofrimento para o espectador, infelizmente não consegue convencer graças ao fluxo narrativo que dá título à essa crítica.
            Aliás, abrindo um parêntese, a série não é toda ruim. A cena em que mostra Lisa sendo queimada na fogueira é recheada de uma crítica social presente apenas aos olhos mais atentos e que mostra a hipocrisia da maioria das religiões. Sou católico, diga-se de passagem, e meu intuito aqui não é levantar um debate sobre religião, o que eu quero deixar claro é a maneira como a cena expõe algo não só presente na minha igreja, mas em tantas outras. A hipocrisia de pregar o amor e não o praticar. Na cena ─ que acontece antes mesmo da abertura da série ─ Lisa está em chamas. Ela olha para o céu (se dirigindo ao Drácula) e brada: “Não os machuque, eles não entendem! ”

            Deu para entender onde eu quis chegar? Pegaram a referência? 


             Outro ponto positivo é o cuidado com a escolha das cores, os traços que usaram para dar vida a essa história. Visualmente é um show para qualquer um que assiste. Ou não, se você tiver estômago fraco! Castlevania, como uma boa história de vampiros que não brilham ao sol, abusa do sangue e dos cadáveres. Corpos empalados, membros decepados, crianças brutalmente assassinadas e os palavrões são bem corriqueiros... Não é um passa tempo recomendável para seus filhos, até porque a censura é +18. 
     Por fim, o que prejudica realmente essa minissérie (são apenas quatro episódios de aproximadamente 20 minutos) é a forma como desenvolveram a história. Seja pela passagem de três anos ao longo do episódio piloto (o que deixa a trama picotada) ou o ritmo fraco dos dois episódios seguintes, aparentemente o episódio final ─ e o claramente orçamento baixo da produção ─ permitiram uma segunda temporada para a série.
            É esperar que acertem na segunda temporada. História e conteúdo, Castlevania tem de sobra, só não foram utilizados corretamente. 

NOTA:
  










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