NOVIDADES

16.6.17

Colossal-Filme 2017





Gloria (Anne Hathaway) deixa Nova York e volta para sua cidade natal após perder o emprego e o noivo. Ao acompanhar as notícias sobre o ataque de um lagarto gigante a Seul, ela descobre que está misteriosamente conectada mentalmente ao evento. Para evitar novos casos parecidos e uma eventual destruição total do planeta, Gloria precisa controlar os poderes de sua mente e entender por que sua existência aparentemente insignificante tem tamanha responsabilidade no destino do mundo.

Numa época em que os filmes de monstros repletos de efeitos especiais e grandes orçamentos reinam praticamente absolutos no circuitão de cinema, realizar um filme que traz o tema dos monstros gigantes destruindo cidades em meio ao caos numa temática metafórica e satírica, pode parecer uma ideia das mais sagazes do diretor Espanhol Nacho Vigalondo, existem vários elementos subjacentes em Colossal, ficção cientifica, drama psicológico, fantasia, horror e sim muitos elementos de comédia indie, porem todos os temas abordados no roteiro são tratados de forma  simplistas e sem as devidas profundidades, mesmo o roteiro sendo equilibradamente bem escrito; dito isso porque então o filme não é tão bom. Primeiramente o longa não se define em nenhum dos gêneros que o compõe, ele não funciona como ficção cientifica, pois o monstro gigante destruidor de prédios é uma mera alegoria de como criaturas tão insignificantes podem gerar catástrofes tão grandes com escolhas erradas, tão pouco funciona como fantasia, não existem elementos sobrenaturais no filme, o longa também não é engraçado o suficiente para funcionar como comédia, trata-se de um filme sombrio, estranho e quase que metafísico em sua essência, a própria cidade onde se passa a maior parte da trama está quase sempre vazia e sem movimento, bem como a interpretação de Anne Hathaway, é uma atuação propositadamente sem energia, ela parece estar sempre indisposta  mesmo quando resolve enfrentar seus monstros internos e externos.  Destaque para Jason Sudeikis,  a evolução do seu personagem na trama é bem interessante, ela funciona como fio condutor para o andamento da trama.    
  
Colossal é um filme que vai se tornar esquecível logo após sair de cartaz, não por ser um produto descartável do cinema, mas por não ter elementos artísticos suficiente para encher os olhos do publico mais exigente e por não conter elementos que agradem o grande publico que vai ao cinema apenas para desligar o cérebro por duas horas e se divertir, é um filme que consegue abordar vários temas ao mesmo tempo, sem nunca se aprofundar em nenhum deles, acaba se tornando um filme mais ambicioso do que relevante, e o final é quase que decepcionante, mas não chega a ser uma total tragédia.  


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