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26.4.17

PRECISAMOS FALAR SOBRE BATES MOTEL



        Cinco temporadas, cinquenta episódios, incontáveis mortes e muita loucura. Psicose não poderia ter ganhado uma adaptação melhor.
          Mas não estamos aqui para fazer uma crítica, e sim para refletirmos sobre tudo o que aconteceu até o último – e emocionante! – Episódio. Fiquem tranquilos por que vou avisar quando vier a parte dos spoilers. 
        Eu assistia a terceira temporada quando anunciaram que a série teria apenas cinco. Foi uma notícia que me alegrou e entristeceu ao mesmo tempo. Triste, porque uma série tão viciante chegaria ao fim. Feliz, porque ela estava em mãos sábias que sabiam a hora de parar. Cinco temporadas e cinquenta episódios foram o bastante para nos apegarmos profundamente aos personagens, acompanharmos mais a relação entre Norman e sua mãe criada por Robert Bloch e adaptada perfeitamente por Hitchcock. Mais personagens entraram na trama que agora não era mais um suspense dos anos 1960, e sim um thriller contemporâneo.
Isso, é claro, sem deixar de lado o charme da época em que se passa a história original.
A trilha sonora que vagava de The Ronettes até Roy Orbinson e Ella Fitzgerald – esta que contemplou os créditos finais do último episódio com sua linda voz -  se encaixava perfeitamente com o visual retrô. 
E falando em se encaixar perfeitamente... Que elenco!
Vera Farmiga (Norma Bates) é até difícil achar palavras para o que ela conseguiu fazer. Com seus vestidos rodados e esbanjando daquele seu olhar letal, qualquer um ficaria meio psicótico vivendo com ela. Uma atuação de tirar o fôlego muitas vezes e que convenceu absurdamente quem assistia. Um claro exemplo de uma atriz injustiçada pelo Emmy. Na verdade, não só ela. Bates Motel teve uma excelente equipe de produção e toda a parte técnica era modestamente impecável.
Outro que merecia ter sido ao menos indicado foi Freddie Highmore (Norman Bates) que conseguia captar os trejeitos da mãe tão bem, e atuou como muitos atores mais experientes não poderiam ter atuado. Ele deu vida ao personagem, viveu ele. Colocou em cena todo o seu talento.

Resumindo: a série poderia durar quinze temporadas, mas tudo o que é BOM dura pouco. 
E nesse caso, foi melhor sair por cima.  




UMA PEQUENA ANÁLISE SOBRE O ÚLTIMO EPISÓDIO 




C O M  S P O I L E R S   


O fim não poderia ter sido melhor ou poderia?
Pessoalmente, eu não acho que Norman deveria ter morrido. Quando assisti a cena fiquei inconformado com aquela ideia. Psicose não tem um final, por que Bates Motel deveria? Foi então que eu vi as outras duas opções:
            1 – O Norman conseguia se curar (meio difícil) e ter uma vida normal.
            2 – Ou então ele continuaria doente e tendo suas ilusões com a mãe, matando mais gente e isso nunca teria um fim. Talvez fosse preso novamente e acabasse morto por uma injeção letal.

A primeira com certeza é a pior. Ele melhorar? Como assim? Que final seria esse? Norman Bates é Norman Bates. Psicótico, assassino e completamente dependente a mãe. Se ele perdesse essas coisas o que sobraria?
Já o segundo final eu nem preciso dizer por que não funcionaria. Não faria sentido, se terminasse desse segundo jeito, todas as cinco temporadas teriam sido em vão. O personagem não teria o seu arco. A história não teria o seu propósito.
Então, como Freddie Highmore disse em uma entrevista: “terminou da forma como deveria ter terminado. ” E assim foi.
A imagem da lápide onde mãe e filho foram sepultados, com apenas um epitáfio, mostra que os dois nunca deixaram de ser um só, sendo lados de uma mesma moeda. Era o que os unia, esse laço. 


N O S  S I G A  N A S  R E D E S  S O C I A I S : 


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