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4.4.17

LARANJA MECÂNICA - ANTHONY BURGESS

LARANJA MECÂNICA - ANTHONY BURGESS
Editora: Aleph
Preço: R$21,90 a R$30,63
Sinopse: Clássico eterno da ficção inglesa, Laranja Mecânica é um verdadeiro marco na história da cultura pop e da literatura distópica, fascinando e desconcertando leitores desde seu lançamento, em 1962. A história de Alex, membro de uma violenta gangue de adolescentes que sai às ruas buscando divertimento de uma maneira um tanto controversa, incita profundas reflexões sobre temas atemporais, como o conceito de liberdade, a violência - seja ela social, física ou psicológica - e os limites da relação entre o Estado e o indivíduo.

 





 Você está prestes a experienciar algo totalmente novo; isso é tudo o que posso dizer sobre o que é ler Laranja Mecânica. Com um linguagem totalmente diferente do normal, com gírias totalmente desconhecidas - criadas pelo autor especificamente para essa história - e um dialeto quase infantil, o livro passa o que quer contar. Sua forma de falar chega a incomodar a leitura, fazendo-o tentar entender o que estão falando, e qual o sentido de cada palavra. Não é simplesmente Alex contando-nos o que aconteceu com ele, é o protagonista conectando-se e segredando o que lhe passava na cabeça em todos os momentos.


Será que eu serei apenas uma laranja mecânica?

 A estrutura narrativa do livro é dividida em três partes, cada uma dela com sete capítulos. Cada uma dessas partes reflete um momento da vida do protagonista: a primeira, quando ele ainda está junto de seus amigos, cometendo uma série de crimes e delitos, a segunda, quando ele finalmente encontra sua justiça, parte em que acontece a cena mais famosa, e a terceira, como se pode dizer, é sua passagem para a vida adulta, quando ele vê todas as mudanças que aconteceram em sua vida.
 É um livro futurista, mas que não tem foco algum nas mudanças tecnológicas; a história funciona quase como uma distopia, mostrando como o Sistema e o Estado estão corruptos e defeituosos, em uma linha tênue entre privado e público. A principal crítica que tudo isso remete é: Até onde o Estado pode interferir na vida das pessoas, para protegê-las e proteger o resto da sociedade?

Eles transformaram você em uma coisa que não um ser humano.Você não tem mais o poder de decisão.

 É uma leitura válida, apesar de eu ter sentido certo desconforto em algumas cenas, descritas as vezes com tal intensidade, que causam sentimentos ruins no leitor. Porém, entendo que seja exatamente o que o autor quer passar-nos: não é uma leitura para ser divertida e descontraída, mas para refletirmos e pensarmos no que estamos fazendo com nossas vidas. Mesmo tão antigo, todo o contexto e as críticas feitas tornam-no muito atual.

Ps: O livro tem um glossário com todos os significados das gírias. Eu não indicaria o leitor a tomar conhecimento antes de fazer uma leitura inicial. O desconforto de não entender faz parte da ambientação, e ajuda a entender o que o autor quer mostrar.

Nota: 4,0/5,0

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