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7.3.17

Resenha: Uni-Duni-Tê - M. J. Arlidge

Uni-Duni-Tê - M. J. Arlidge
Editora: Record 
Preço: R$ 22,90 até R$ 35,71
Sinopse: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.

 Uni-Duni-Tê te deixa tenso do início ao fim. Com personagens bem escritos e explorados, o tema do livro acaba parecendo ainda mais macabro do que realmente é: uma mulher, psicopata, decide que pode brincar de Deus, e, assim, começa a sequestrar pares de pessoas, aparentemente aleatórias, e decidir que elas devem morrer; a única escolha das vítimas é decidir qual delas sairá com vida desse jogo doentio. É o tipo de história que, ao mesmo tempo em que queremos saber o final, ficamos curiosos para que os próximos sequestrados apareçam, e, assim, ver o que acontecerá. É impossível não notar uma semelhança com a franquia de Jogos Mortais, principalmente pelo fato das vítimas não fazerem ideia do motivo pelo qual estão ali, a não ser para diversão de outra pessoa.

É difícil aproveitar o Natal quando se tem as mãos manchadas de sangue.

 Ao mesmo tempo em que essa série de crimes acontece, somos apresentados à nossa protagonista, Helen Grace, que é uma investigadora e policial muito bem preparada, respeitada e temida pelos seus colegas de equipe. Com o desenrolar da história, podemos ver que a vida de Helen não está nem perto de perfeita, e, apesar de aparentar ter controle da sua vida e de tudo o que gira ao seu redor, existem coisas que a desequilibram e tiram do seu estado normal. É interessante ver que, mesmo pessoas tão temíveis tem seus próprios demônios. A única coisa que eu achei desnecessária na história foi o fato ode colocarem-na como uma mulher tão masculinizada, como se isso fosse a única possibilidade para fazê-la temível e respeitável por todos.

[...] sentiu arranhões nas costas dela, mas não prestou muita atenção. Agora, mais atento e curioso, observou-os com mais atenção. E ficou chocado. O restante do corpo dela era tão macio, tão delicado, tão... perfeito.

 A leitura do livro acontece de forma bem fluída, podendo ser lido rapidamente, mesmo contendo algumas cenas mais pesadas, com assassinatos e coisas grotescas. É incrível como, em poucas horas, pode-se adiantar boa parte da leitura sem nem perceber. A divisão de capítulos é também muito interessante, às vezes alternando entre cenas, às vezes continuando algo que já está acontecendo, e, ainda, mostrando lembranças de um ou outro personagem. O autor soube trabalhar bem essas transições, gerando curiosidade e confundindo o leitor quando precisava, para instigar esse suspense.

Será que é a primeira serial killer da história que consegue deixar quem sobrevive aos seus crimes mais arrasado do que quem morre?

 Mesmo que a motivação da Serial Killer seja a história principal do livro, e que tudo corra em volta disso, é interessante ver também, por outro lado, a forma como cada um dos sobreviventes lida com o que fizeram, tendo diferentes tipos de reação, tanto no momento em que estavam em cativeiro, quanto após o crime ser cometido. Até que ponto eles consideram a culpa como sendo daquele que os prenderam?

Nota: 4,5/5,0

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