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4.2.17

CRÍTICA - SANTA CLARITA DIET É UM PRATO CHEIO PARA AMANTES DE ZUMBIS E HUMOR NEGRO



     O conteúdo original da Netflix tem ficado cada vez maior e com mais qualidade. Nomes que antes só víamos nos créditos dos filmes, agora migram para a plataforma de streaming. De alguns deles não gostamos nem um pouco (Adam Sandler) e de outros sentimos certa paixão (Drew Barrymore) e sempre nos apaixonamos mais, “como se fosse a primeira vez”.  
    Olhando no Instagram (você pode me seguir clicando aqui) um perfil responsável para mostrar todos os lançamentos da Netflix, vi que a coisa estava meio dividida. Algumas pessoas, assim como eu, tinham assistido todos os dez episódios (de quase 30 min) num único dia, já outras não entediam de onde esse serviço de streaming que suga nossa vida social tinha tirado essa “ideia de jerico”. Mas olhe bem, preste atenção! Santa Clarita Diet não é ruim, é peculiar. Já vou explicar. 
     Sheila (Drew Barrymore) e Joel (Timothy Olyphant) trabalham juntos como corretores de imóveis. Casados e com uma filha adolescente, os dois estão descontentes com o cotidiano sem graça que levam em Santa Clarita, subúrbio de Los Angeles. Até que um belo dia, Sheila, depois de uma explosão de vômito, passa por uma mudança radical. O seu apetite muda, o seu corpo também. Faminta por carne (humana), seu coração parou de bater e ela nunca teve tanta energia como tem agora. Mas é claro, com grandes poderes vem grades confusões. E isso inclui assassinato, uma velha sérvia bêbada, um motociclista completamente machista e shakes de sangue.
     O Ministério da saúde adverte: Santa Clarita Diet não é para quem tem estômago fraco. 



    A série começa muito bem. É divertido ver como a família tem que lidar com os novos gostos da mãe, e mais engraçado ainda é as situações que eles precisam enfrentar. Os primeiros sete (talvez oito) episódios vão muito bem. Tem tiradas hilárias, as caras e bocas da Drew Barrymore então... Não preciso nem comentar. Ela conhece bem o território da comédia então acertaram em cheio com ela nesse papel. Já Timothy Olyphant se mostra um ótimo companheiro de cena, a química entre os personagens é muito presente na série. Disso não tem como reclamar.
   Outra coisa que favorece bem tanto ao espectador quanto ao roteiro, é o formato dos episódios. São curtos e o fluxo narrativo vai muito bem. Não é sacrifício nenhum passar uma tarde assistindo.
   O resto do elenco também se sai muito bem. Outro ponto positivo. Claro, não assista esperando personagens profundos, o grupo está ali para fazer humor (negro), também não espere ver tramas complexas. A história é muito simples. E isso é mais um ponto positivo. Para quem gostou do remake de A Hora do Espanto ou quem sabe Zumbilândia (o diretor do longa está envolvido na série), Santa Clarita Diet é para você.
   Agora, um ponto negativo em tudo são os dois últimos episódios (ou talvez só o último) que meio tentam envolver a ciência na trama. Tudo ia bem, mas tentar dar uma explicação, por mais absurda que seja, não era necessário. Introduzem uma cientista, que fica quase avulsa durante os minutos finais e que não traz nada de novo. Além do mais, o final depende completamente da segunda temporada (que nas minhas teorias já foi filmada e deve ser lançada no fim desse ano). Mas para quem gosta daquele tipo de final que te deixa com um gostinho e quero mais... Isso é perfeito. Nada disso, é claro, apaga 90% da série que se saiu tão bem. 
    Então antes de mais nada, dê uma chance. Assista! Tire suas próprias conclusões.
    A nota é para Santa Clarita Diet é: 
 

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