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25.1.17

[RESENHA] NÃO CONTE PARA A MAMÃE - TONI MAGUIRE


LIVRO: Não Conte Para A Mamãe
AUTOR(A): Toni Maguire
EDITORA: Bertrand Brasil
CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆

"A frase que dá título ao livro de Toni Maguire, Não Conte Para A Mamãe, poderia ser um pacto ingênuo entre dois irmãos ou uma brincadeira entre crianças. Infelizmente, não é o caso. Na verdade, é a ameaça sofrida pela autora durante os quase dez anos em que foi violentada pelo próprio pai. Quando aconteceu pela primeira vez, a pequena e inocente Antoniette tinha apenas seis anos. Apesar da tenra idade, tudo ficou gravado em sua memória, o tempo nada dissipou: os detalhes, os sentimentos, a dor. Foi a primeira de muitas, incontáveis, vezes. Não conte para a mamãe, de Toni Maguire, desvela a comovente história de uma infância idílica que mascarava uma terrível verdade.”

Ao lado do leito de sua mãe, Toni – relutantemente – começa a recordar o passado que há tempos mantinha soterrado. Antoinette a faz voltar para quando ela ainda tinha 3 anos de idade e era uma menina feliz, quando seu pai servia ao exército e em suas raras visitas era um homem bom que sempre a presenteava, quando ela e sua mamãe saiam todas as tardes para tomar chá com sua querida avó. Mas logo vemos a alegria de seus curtos anos de vida desmoronar quando seu pai decide viver, definitivamente, com sua família. Aos poucos o pai adorável que ela conhecia vai se dissipando.

“Na minha mente, eu tinha dois pais, o mau e o bom. Do mau sentia um medo terrível, ao passo que o bom, que recordava ter-nos ido esperar ao cais, era o homem risonho e bem-disposto que a minha mãe amava. Agora, só me eram permitidos breves vislumbres do pai bom, mas tinha sempre esperança de mais.”

Não irei detalhar mais da história, pois o que acontece em seguida já é evidente. Ao começar a lê-lo, me preparei para o pior: a garotinha abusada pelo pai. Mas apesar de isso ser o mais repugnante na narrativa, ainda não era a única coisa que me faria ficar horrorizada. O que mais me entristecia era ver que sua mãe preferia fingir que nada estava acontecendo. E o pior foi ver o que a ignorância das pessoas daquela época fizeram com a jovem Toni.

Confesso que foi extremamente difícil ler esse livro, principalmente quando eu parava para pensar que é um relato verídico e que ainda hoje coisas assim acontecem. Li-o em uma ocasião complicada e por isso fiquei péssima, portanto aconselho que escolha o momento adequado para a leitura, isto é, momento em que sua mente esteja em equilíbrio. MAS LEIA! É necessário ser forte para se aprofundar na obra, mas o seu conteúdo é uma alavanca para a conscientização.

Como sempre procurei no livro uma frase para arrematar a minha resenha e encontrei passagens boas como “Idolatrar heróis pode tornar-nos em soldadinhos corajosos”, mas decidi fechar com uma citação que representasse de forma geral o enredo da vida de Antoinette e de várias outras vítimas:

“Achava que, se dissesse às pessoas o que se estava a passar, nunca mais me considerariam uma criança normal e, de algum modo, me considerariam culpada.”


BOA LEITURA E ATÉ A PRÓXIMA! 

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