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31.1.17

Resenha - Corte de Espinhos e Rosas

Corte de Espinhos e Rosas - Sarah J. Maas

Editora: Galera Record
Preço: R$ 39,00
Sinopse: Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

 Um livro que promete muita ação e aventura (e cumpre), mas que acaba sendo marcado pelo romance. 
 O início de tudo se dá após Feyre, a nossa protagonista, em uma das suas caçadas, acabar matando um lobo, ou, pelo menos, o que ela acreditava ser um. Logo descobrimos que, na verdade, o lobo nada mais era do que um Féerico: um ser que vive na parte mágica do mundo, do outro lado do muro, que fica pertinho da floresta onde ela caça para alimentar a sua família.


[...] houve um tempo em que eu sonhava e respirava e pensava em cores e luzes e formas. Às vezes eu até mesmo me permitia sonhar [...]

 Feyre veio de uma família abastada, que acabou caindo em desgraça após o pai perder tudo em um naufrágio, e, por isso, suas irmãs não se adaptam a essa realidade de fome e pobreza na qual eles passam a se encontrar. Além disso, seu pai, antes um bom comerciante, parece cair em uma tristeza profunda, e acaba não ajudando em nada, apenas ficando em casa. É por isso que a menina passa a ser a responsável pelo sustento de todos, tentando arrumar carne para alimentá-los, e qualquer outro animal que possa servir como meio de troca no mercado da cidade.
 Em meio a tudo isso, surge uma besta: Tamlim, que nada mais é que o Grão-Senhor da Corte Féerica da Primavera; após saber que seu amigo - o lobo, que depois descobrimos chamar Andras -, Tamlim reivindica aquele que o matou, levando a garota para o "outro lado". A verdadeira história começa aí.
 Tudo o que Feyre pensava saber sobre aquele lugar se mostra uma verdadeira mentira, desde as lendas mais simples, como o que pode matá-los, até os tipos de rituais que são feitos por ali. Ela passa a amar cada vez mais o lugar, chegando a considerá-lo seu verdadeiro lar. Mesmo se sentindo incomodada pelo fato de ter tanto quanto sua família nunca mais teria, ela encontra naquele palácio, um motivo para ser feliz novamente: o próprio Tamlim.


— Por que sua alegria humana me fascina, o modo como vivência as coisas em sua curta existência, tão selvagem e intensamente e tudo de uma vez, é... hipnotizante. Sou atraído por isso, mesmo quando sei que não deveria, mesmo quando tento não ser.

 O romance é desenvolvido de uma forma um pouco forçada, com um tanto de clichês que é possível ter em um livro desse tipo, mas que foi muito bem aproveitado pela autora. Você torce pelo casal, mesmo com todas as diferenças e responsabilidades que os cercam. E é justamente essa paixão que é responsável pelo decorrer da história no geral: Feyre acaba tendo de passar por algumas provações, para mostrar que é digna do amor de Tamlim, e salvar a vida não só daqueles que moram na Corte da Primavera, mas também de todas as outras cortes, que têm sido controladas por "Ela"; uma guerra esta se aproximando, e perder essa luta seria a diferença entre a vida e a morte dos dois lados: tanto os féericos, quanto os mortais.


Não conseguia parar. Não conseguia respirar. Não conseguiria vencê-la. Ela vencera hoje, e não sabia disso.

 Preciso fazer um último adendo, para personagens que não são os protagonistas, mas que têm um grande destaque: Lucien, que é o melhor amigo de Tamlim, e é marcado por um sarcasmo que, ao mesmo tempo em que irrita, nos faz amá-lo, e Alis, que é uma espécie de criada do palácio, mas que se torna uma pessoa muito próxima à protagonista, dando conselhos e respondendo muitas dúvidas da menina.
 A série Corte de Espinhos e Rosas terá oito livros, sendo que o segundo, Corte de Névoa e Fúria, já teve seu lançamento em 2016. O terceiro livro, com tradução Corte de Asas e Ruína, será lançado esse ano nos EUA,sem previsão para chegar ao Brasil.

Nota: 4,5/5,0

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