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2.12.16


Resenha Excalibur As crônicas de Arthur

A saga de Arthur chega ao seu fim. Excalibur o último volume da trilogia finaliza com maestria a incrível história narrada por Cornwell. Esse terceiro livro vemos reviravoltas incríveis e muita mais muita ação e como sempre o autor consegue nos prender do começo ao fim da narrativa.

E desta vez, ao contrário do livro anterior, quando Arthur teve que lidar com o avanço do cristianismo, o mesmo terá que sobreviver a possível volta dos Deuses Antigos e as complicações que isso trará para a sua Britânia amada.
O momento mais importante do livro é a batalha travada no Mynydd Baddon entre os britânicos e os saxões invasores. Um momento épico da História que foi magistralmente narrado neste livro por Bernard Cornwell e que faz com que o leitor senta na pele como é estar em uma batalha com seus momentos de tensão e euforia, de medo e de coragem. (Na minha humilde opinião, Cornwell é o melhor descritor/narrador de batalhas entre os escritores desse gênero).

- Então sim, eu tinha de lutar – retruquei. Na verdade havia gostado da luta. Só um idiota deseja a guerra, mas assim que a guerra começa ela não pode ser lutada de meia vontade. Nem pode ser lutada com arrependimento, mas deve ser levada com uma alegria terrível em derrotar o inimigo, e é essa alegria selvagem que inspira nossos bardos a escrever suas maiores canções de amor e de guerra. Nós, guerreiros, nos vestíamos para a batalha como nos enfeitávamos para o amor: fazíamo-nos belos, usávamos nosso ouro, púnhamos cristas nos elmos engastados de prata, andávamos empertigados, cantávamos vantagem, e quando as lâminas assassinas chegavam perto sentíamos como se o sangue dos Deuses corresse em nossas veias. O homem deve amar a paz, mas se não puder lutar de todo o coração não terá paz.

Apesar de nem todos os fatos apresentados nas Crônicas de Arthur serem reais, como explica o próprio autor ao final de cada livro, pois não há comprovação do que realmente aconteceu a história como um todo é uma das que mais se aproxima da realidade, mas sendo ficção ou não, sem provas concretas do que realmente ocorreu ou não, a história contada por Cornwell faz jus às narrativas dos Bardos de antigamente que misturavam fatos com narrativas ficcionais dando uma vida própria às suas histórias, As Crônicas de Arthur conseguiram superar e muito minhas expectativas em relação à história de Arthur tão explorada e cheia de mitos e lendas e esse volume final fecha com chave de ouro toda a história que nos cativa desde o primeiro capítulo do primeiro volume. Se eu recomendo? Sim 

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