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18.11.16


Resenha o Rei do Inverno – As Crônicas de Arthur (Bernard Cornwell)

“[...]. Reinos precisam de reis e sem eles não há nada além de terra vazia convidando as lanças de um conquistador.”
Artur é filho bastardo do Rei Uther Pedragon e seu único filho legítimo e herdeiro morreu em batalha, deixando sua esposa grávida. Quando Mordred nasce, Uther exige a fidelidade de seus aliados para manter a criança no poder. Após a morte de Uther, a Bretanha começa a se esfacelar, tanto em guerras internas, quanto contra os invasores saxões, e cabe a Artur não apenas eliminar as muitas ameaças e garantir o trono de Mordred, mas também a manter o reino unido. 
A história é narrada por um dos guerreiros de Arthur, Derfel, um nobre guerreiro que o admirava desde a tenra infância, conta com detalhes ricos e bem elaborados os desafios enfrentados por Arthur, nos descreve um Merlin diferente, um pouco canastrão e algumas vezes até como charlatão, Derfel também nos brinda com uma Morgana ressentida, uma Guinevere resolvida que sabe o que quer e que não mede esforços para conquistar seus objetivos chegando ao ponto de trair Arthur e um odioso e covarde Lancelot. Derfel, apesar de não ser exatamente o protagonista, é o personagem a quem o leitor se apega. Como o livro cobre um período de anos, vemos Derfel deixar a adolescência para se tornar um homem. 

O clima de tensão entre druidas e cristãos é nítido do início ao fim, sendo que desenvolve um importante papel na estória. Merlin, sendo o mais poderoso dos druidas, é uma figura quase mística que quer restaurar a Bretanha de antigamente, expulsando as novas religiões.

Como era de se esperar, Cornwell é mestre em criar cenas de batalhas com altas doses de adrenalina. É impossível não prender a respiração ou largar o livro antes que o embate termine, especialmente nos últimos capítulos do livro, quando se atinge o clímax. 
Ao final do livro, Cornwell acrescenta uma nota de esclarecimento na qual explica a ausência de fontes históricas confiáveis sobre Artur. O autor esclarece que não se pode nem mesmo concluir pela existência de Artur, embora fosse provável que um grande guerreiro tenha lutado contra as invasões saxônicas, dando origem aos mitos. 

Apesar da escassez de registros, Cornwell se mantém fiel ao panorama histórico daquele período, se apropriando de personagens, lendas e mitos, e criando uma trama plausível e, acima de tudo, empolgante. 


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