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9.11.16

[RESENHA] A ÚLTIMA CARTA DE AMOR - JOJO MOYES


Se você leu “Como Eu Era Antes de Você”, já sabe como os livros da Jojo são emocionantes, então prepare-se para essa maravilhosa história de amor.

 “Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.
 Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido ― em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado ―, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento.
 Com personagens realísticos, complexos e uma trama bem-elaborada, A Última Carta de Amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.”


O livro é dividido em três partes, já adianto que por conta das alternâncias temporais entre a vida de Jennifer e de Ellie, a primeira parte fica um pouco confusa, talvez até um pouco cansativa, mas depois de um tempo é fácil se adaptar ao método, principalmente, porque quando você começa a entender a história é impossível não ficar completamente envolvido. Então se você começar a ler A Última Carta de Amor, não pare.

Essa mesma alternação de épocas nos permite enxergar as mudanças na sociedade em relação às mulheres, tanto no meio social como na vida emocional. Jojo é muito corajosa em sua escrita ao abordar tão intimamente o adultério em períodos tão distintos, dessa maneira o romance não se revelou meloso em nenhum momento, mas ardilosamente impactante.

Na verdade, acho que sou um pouco suspeita para falar desse livro, pois tenho atração por tudo relacionado ao jornalismo, e a narrativa se passa exatamente nesse cenário. Ellie é uma excelente jornalista, mas tem uma grande queda em seu rendimento por consequência de seu envolvimento com um homem casado, algo que tem prejudicado não só o seu trabalho, mas também suas amizades e seu cotidiano. Ao ser mandada ao arquivo do Jornal em que trabalha à procura de algo que a ajude em uma matéria acerca do comportamento das mulheres de décadas atrás, nem imagina que a solução para seus problemas está tão perto dela.

É então que voltamos 40 anos no tempo e conhecemos a magnífica Jennifer que está saindo do hospital após um misterioso acidente de carro. Ao voltar para casa sente que algo está errado e a atitude das pessoas em sua volta em quererem evitar falar sobre o acidente confirma isso. Todos tentam mostrar a mulher maravilhosa que ela é, mas Jennifer sente-se distante daquela mulher. Quando ela reencontra as cartas de “B”, percebe que seu casamento não estava tão bem como falavam. Logo é tomada pela necessidade de descobrir quem era o seu amante.   

Além do enredo cativante, todos os capítulos são iniciados por uma última carta, um último e-mail ou outra forma de correspondência da vida real que nos fazem imaginar a história por trás dessas palavras. Através de seus personagens, a autora nos mostra o poder que as palavras têm sobre nossos sentimentos.

“Mas o que nem sempre conseguia lhe dizer pessoalmente, ele transmitia por escrito. […] Dizia-lhe que a amava, várias e várias vezes, deleitando-se com o aspecto das palavras no papel.”

Além das visões de Ellie e Jennifer, a autora ainda nos mostra o ponto de vista de outros personagens como Anthony ― este jornalista excepcional dos anos 60 me conquistou com seu modo de pensar ― e Moira, assistente do marido de Jennifer. E embora o começo nos deixe um pouco perdidos, vale a pena ler até o final.

“Há pessoas para quem a liberdade pode ser um presente perigoso.”

BOA LEITURA E ATÉ A PRÓXIMA!

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