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19.11.16

Confissões do Crematório –Caitlin Doughty


Devo admitir que são poucos os livros de não-ficção que li em 2016, na verdade na minha vida inteira, por algum motivo nunca me chamaram a atenção, mas dessa vez livros como Alucinadamente Feliz – Jenny Lawson, Confissões do Crematório –Caitlin Doughty e O que me fez pular - Naoki Higashida, foram livros que fizeram parte da minha meta de leitura 2016. Cada um trouxe narrativas que se destoam, mas que são facetas que me fizeram pensar e repensar minha vida.
A trama contada por Jenny Lawson nós faz repensar a questão da loucura, e como isso é encarado nos dias atuais, o pequeno livro de Naoki Higashida nós dá um parâmetro sobre o autismo poucas vezes visto, uma vez que o próprio autor nasceu com um tipo de autismo severo que o impede de conseguir se comunicar verbalmente, o que a narrativa dele me acrescentou foi na questão da empatia, na tentativa de compreender o outro.
Agora o livro protagonista desta resenha é o de Caitlin Doughty, Confissões do Crematório é um livro para quem pretende morrer um dia, ou seja, para todos nós. A morte é um tema difícil, e poucas vezes debatido abertamente, a autora mostrou como foi sua experiência trabalhando numa agência funerária e como isso mudou seu modo de encarar a morte, também explica como funciona o mercado da morte nos EUA, além do fato de tentarmos a todo momento escondê-la e maquia-la, e pior, o quanto tentamos fugir dela, nos esquecendo que ela é algo totalmente normal.
Podemos dizer que se vivêssemos no universo de Harry Potter eu seria uma das pessoas capazes de ver testrálios, para quem não está acostumado com a mitologia presente no mundo mágico criado por J.K Rowling, os testrálios são seres que se assemelham com cavalos negros dóceis que consomem carne, e só podem ser visto por aqueles que já presenciaram a morte.
Assim como Caitlin, também presenciei a morte quando criança, e realmente ninguém costuma parar para nos explicar sobre ela, muitas pessoas chegam a idade adulta sem nunca terem ido a funerais e enterros. Agindo como se nunca fossem morrer.
Caitlin também faz um histórico sobre a morte (é formada em História Medieval), assim como explica alguns costumes mortuários espalhados pelo mundo. Sua escrita é simples, fluída e a narrativa prende totalmente a atenção. Além do livro ter sido o primeiro de não-ficção lançado pela Darskide. (numa edição maravilhosa nesse ano de 2016).
        A autora é agente funerária e youtuber (confira o canal dela aqui). Onde ela fala de maneira bem humorada sobre a morte em sua série Ask a Mortician.

        E lembre-se: “Não somos nada mais que futuros cadáveres” (DOUGHTY, 2016, p.172)

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