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30.11.16

Como profissionalizar sua escrita


Muita gente tem como sonho escrever e publicar um livro. Acho isso louvável! Mas, antes de qualquer coisa, é preciso compreender que o ofício de escritor é um trabalho e precisa ser encarado como tal.

Por que eu estou dizendo isso? Tenho visto lido muita coisa dentro da literatura nacional nos últimos meses (2016 foi um ano de muitas descobertas para mim). Tenho me dedicado à leitura de autores novos, publicados por editoras (muitas vezes, de autopublicação) ou autopublicados em plataformas gratuitas (como o Wattpad) ou pagas (como a Amazon). Algumas surpresas são excelentes e enriquecedoras, para tirar o chapéu e aplaudir ajoelhada. Já outras...

Pensando nisso, decidi fazer um pequeno guia para quem decidiu que quer, mesmo, ser escritor e se lançar nesse mundo maravilhoso da literatura, mas quer fazer isso com seriedade e responsabilidade.


1. Estude


Desculpa, minha gente, mas se você quis se tornar escritor para fugir dos estudos, eu tenho uma péssima notícia para você. Veja bem: sou formada em Letras, com pós-graduação em Ligunagens e dou aulas de Português e Literatura desde o ano 2000. Ainda assim, desde que decidi que iria me dedicar com seriedade à escrita (o que ocorreu em 2015), fiz cinco cursos onlines, três oficinas presenciais e tenho lido muita, mas muita, teoria literária, para compreender como tornar o processo de escrita algo profissional, para dominar melhor as técnicas da arte de contar histórias e encantar pessoas. Ou seja, tem muito estudo por trás.

Se sua ideia de escrever um livro é simplesmente colocar no papel as ideias que tem na cabeça, de qualquer maneira, e seja lá o que Deus quiser, você até pode conseguir finalizar uma obra, mas pergunte-se: com que qualidade?

"Ah, mas eu escrevo pra mim mesmo..." Bom, eu escrevo para ser lida. Sem isso, qual o sentido de todas as horas que eu perco elaborando tramas, amarrando pontas e tapando furos da minha história?

O que eu quero dizer é que se você pretende fazer alguma coisa na vida - e isso também vale para a escrita - deve fazê-lo com qualidade. E essa qualidade só se alcança estudando. Podem ser vídeo-aulas no Youtube, pode ser a leitura de livros e blogs especializados, pode ser um curso. O importante é estudar.


2. Contrate um revisor


Gente, sem mentira: eu tenho me deparado com histórias incríveis, magníficas, com um potencial surpreendente. Mas, quando me deparo com erros tolos, primários, de gramática e ortografia, me pergunto: por que diacho essa pessoa não contratou um revisor?

"Ah, Deinhah, isso custa caro!" Caro quanto, cara pálida?

Eu vou lhe dizer o que custa caro: você passa horas, dias, meses (às vezes, anos) elaborando uma história, criando personagens e mundos, tramas e conflitos, soluções e desfechos, para depois colocar no ar de qualquer jeito? Quanto custam todas essas horas que você perdeu escrevendo enquanto podia estar fazendo outra coisa? Quanto custa reconstruir sua imagem de escritor depois do lançamento de uma obra cheia de erros de ortografia e gramática?

Ainda mais nos dias de hoje, em que a publicação por vias tradicionais - aquela em que o escritor escreve e a editora banca todo o processo editorial - está cada vez mais rara. Ainda mais quando a maioria dos escritores se lança no mercado de modo independente. Ainda mais quando você, escritor, precisa construir, tijolinho por tijolinho, seu próprio público leitor. Quanto custa perder um bom leitor? Garanto que bem menos do que a revisão de um profissional.


3. Contrate um capista


"Eu sou do time do faça-você-mesmo." Ótimo! Quer viver de literatura? Especialize-se.

Se você domina com excelência as ferramentas de edição de imagens, se tem boas noções de estética e design, se estudou outras capas, outras composições e se sente preparado para isso, pode até se arriscar a fazer sua própria capa. Mas não se esqueça de comprar uma imagem com direitos autorais, para não correr o risco de ter váááários livros com a mesma imagem que a sua na capa.

"Mas eu sou o fera dos desenhos." Pode até ser. Mas será que uma ilustração feita a mão combina com o estilo do seu livro, com o gênero dele, com o público a que se destina?

Não se esqueça: por mais que a gente viva repetindo que ninguém deveria julgar um livro pela capa, a gente não pode negar que a capa é o primeiro contato de um leitor com a sua obra. Se ele se agradar da capa, ele vai para a sinopse. Caso contrário, ele vai pegar o livro mais bonito que está ao lado do seu.


4. Domine o português


"Deinhah, você já me mandou contratar um revisor. Por que eu preciso dominar o português?"

Se você quer ser escritor, precisa dominar sua ferramenta de trabalho: a língua. Um revisor vai corrigir seus erros, mas isso é feito em conjunto com o escritor. Como você vai decidir se o que o revisor está apontando é a melhor estratégia para aquele parágrafo se você não compreende o que ele quer dizer? Se não domina o conteúdo?

Lembra da primeira regrinha? Entonces...


Bom, por hoje, é isso. Se tiver mais alguma dica, alguma sugestão, os comentários estão aí, abertos, para isso.


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2 comments :

  1. Olá Armada, como vão?
    Acredito que um dos maiores problemas e soluções da escrita é, de fato, o estudo. Não apenas da linguagem como, também, do que se trata o livro em si. Dominar o assunto proposto, seja fictício autoral ou algo real, deve ser primordial.
    Abraço grande.

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    Replies
    1. Concordo com você, K. Fireman. Infelizmente, muita gente acredita que, para ser escritor, basta sentar-se em frente ao computador (ou ao papel) e soltar as palavras por lá. Mas estudar e pesquisar são verbos muito pouco conjugados por essas pessoas. Uma pena!

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