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21.10.16


Resenha O nome da Rosa

 O Nome da Rosa se passa no início do século XIV, um ex-inquisidor, o inglês William de Baskerville, chega a uma abadia famosa na Itália (não tem nome, mas é famosa pela sua imensa biblioteca acessível somente a alguns), na companhia de um noviço, Adso de Melk, para investigar um assassinato ou um suicídio de um dos monges, ocorrido no dia anterior. William de Baskerville um gênio, observador, semelhante a Sherlock Holmes ou a Poirot. Ao longo de sete dias, diversos outros assassinatos acontecem, e o investigador precisa correr contra o tempo para descobrir quem é o responsável por aquelas mortes.
Apesar disso o livro não é meramente uma história de mistério e investigação, e sim um tratado de como era a vida medieval e isso torna o livro em algumas partes chato de se ler, pois há muitas citações em latim, e se o leitor não tem noção da língua pode se perder, o livro também trata dos conflitos que haviam dentro da igreja católica medieval sobre a riqueza ou pobreza de Cristo e sobre muitas seitas heréticas que existiam na época essa é o que podemos chamar de subtrama da história, pois a abadia onde os eventos ocorrem é palco de encontro entre os líderes dos que desejam uma igreja mais simples e livre de riquezas que corrompem e dos que defendem que a igreja deve ter poder temporal em suas mãos, a primeira vista podemos suspeitar que um desses é o culpado pelos crimes que estão sendo cometidos no local, mas a trama é bem desenvolvida com um final surpreendente.
O autor Umberto (sim Umberto sem o H) Eco é um erudito estudioso medievalista então se supõe que ele sabe o que esta falando quando se trata de uma ambientação no Sec XIV.
O Nome da Rosa é um livro de muitas camadas. Você pode ler como um livro de detetives e terminar satisfeito. Pode ler como um romance histórico e também terminará feliz. Pode ler como um estudante da religião, como um amante dos livros, como um místico… É um livro que permite múltiplas abordagens, um livro que você termina sabendo que há muito ali a ser descoberto, um dos requisitos de um clássico. A escrita como eu disse é densa e com muitas citações em latim o que faz com que o leitor tenha um pouco de trabalho ao ler, pois se ele quiser saber o que significa terá que procurar a tradução, eu particularmente o fiz.
Enfim o Nome da Rosa é um livro que satisfaz todo tipo de público, já o filme não fez jus ao livro, apesar da brilhante interpretação de Sir Sean Connery.

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