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7.10.16

Resenha Nas Montanhas da Loucura


Narrado em primeira pessoa uma das principais características do autor cumpre bem o objetivo de fazer com que nos coloquemos no lugar do personagem principal-narrador, cujo nome nunca é mencionado no livro, elemento este que não é tão incomum e tende a fazer com que as pessoas sintam mais ainda a identificação com o personagem, já que o próprio leitor poderia estar no lugar dele.
O cientificismo é um dos elementos primordiais, com bastantes descrições técnicas, de geologia, biologia. O cientificismo, mesclado à sensação de claustrofobia, além de outras sensações causadas pela existência de coisas estranhas, que apenas se insinuam e nunca se demonstram abertamente ao leitor e do medo que elas causam, perpassam cada linha da narrativa, presente a todo o momento a paranoia e a tensão construída durante toda a narrativa, faz com que o leitor se sinta preso à história.
Recheado de adjetivos, outra característica marcante do autor, pode fazer com que os leitores que não são fãs, ou não conhecem possam se sentir um pouco cansados, ou até mesmo queiram deixar o livro de lado (Advertência, não o façam), a história vale a pena e os adjetivos, em excesso reconheço, se fazem necessários para a criação da ambiência e os mesmos podem transportar o leitor à cena que o autor deseja, sentindo o desespero e o medo que o protagonista passa na narrativa. Ambientado em uma Antártica ainda desconhecida na época em que o conto foi escrito, nos revela o fascínio que ainda certos lugares desconhecidos pela humanidade e quais mistérios insondáveis estão à espreita, e este fascínio, este receio é primorosamente explorado por Lovecraft em todas as suas histórias, pois como ele mesmo disse:
“A emoção mais antiga da humanidade é o medo e o medo mais antigo da humanidade é o medo do desconhecido”.

Nas Montanhas de Loucura, é uma boa leitura para o Halloween, e uma boa iniciação no fantástico e assombroso mundo de H.P.Lovecraft.

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