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29.10.16

MÊS DO TERROR - O ÚLTIMO CAPÍTULO (CRÍTICA)


     Pela primeira vez eu apareço aqui no site para fazer a crítica de um filme. Se eu estou nervoso por causa disso? Não. É a mesma coisa de antes.
        Na última sexta-feira (dia 28 de outubro) a Netflix lançou mais um filme em seu catálogo. E já que estamos no Mês do Terror, eu pensei "porque não escrever uma crítica sobre esse filme de terror no mês de terror?" Foi por causa disso que eu estou aqui.
         Sem mais delongas...
        O Último Capítulo, em inglês I Am The Pretty Thing That Lives In The House, conta a história de uma jovem enfermeira que cuida de uma senhora escritora de livros de terror, que começa a acreditar que o novo livro de sua paciente contém pistas proféticas sobre seu próprio destino. Na casa tão assustadora, Lily começa a presenciar detalhes estranhos e um mistério que parece girar ao redor de um dos personagens dos livros da idosa Iris Blum.

        É nesse clima meio O Grito (aquele filme de terror de 2005 baseado num de mesmo nome japonês) que acompanhamos a narração de Lily. Eu digo narração porque o filme todo remete a atmosfera de um romance, como se eu estivesse assistindo a um livro. Com uma narração em primeira pessoa contínua, você se sente mesmo dessa forma. O filme inclusive começa com uma dedicatória, como num livro e a todo momento as cenas terminam com um fade out como se fosse o fim de um capítulo.
       Foi uma sacada interessante da direção de Osgood Perkins (que a título de curiosidade é filho de Anthony Perkins, o primeiro Norman Bates). Ele tem uma ótima desenvoltura como diretor, sabe dar profundidade a uma cena, em alguns momentos pensei que algo fosse surgir atrás do personagem, mas era só essa técnica interessante que ele optou usar no longa.
       Mas o melhor no filme, não é a direção de Perkins nem o roteiro que ele também escreveu, mas a fotografia. Palmas para Julie Kirkwood, quem tem uma parceria de longa data com o diretor. A escolha de cores para o filme foi brilhante! Fundo branco com detalhes em um amarelo/marrom, parecia até aquelas pinturas do final do século XIX.  Foi uma ótima escolha. Enquanto eu assistia, me lembrava dos contos do Edgar Allan Poe o tempo todo. Talvez a única diferença entre eles e o filme é que os contos são escuros e tenebrosos enquanto o filme tem uma aura macabra e ao mesmo tempo iluminada. 


         Os dois grandes problemas do longa são os diálogos muito floreados e inverossímeis e também a forma como o roteiro de Osgood Perkins passou a tratar de questões existencialistas se esquecendo do terror. Se você espera tomar vários sustos esse é o filme errado. Pra dizer a verdade houveram apenas dois momentos em que meu coração bateu mais forte. E só.

      Não há nenhuma atuação que se destaca, talvez porque o filme tenha um núcleo bem pequeno de personagens, e a protagonista é um tanto rasa. Mas talvez isso se explica por toda questão existencialista da história.          
O filme é bem mais um  cult do que um terror de verdade. No fim, apesar da qualidade da produção, temos uma história que vai ficar esquecida no catálogo da Netflix e que agradará somente aos mais amantes de cinema. Não é ruim. Tem detalhes bem interessantes como a forma que eles criam o terror através de coisas pequenas como um tapete ou o mofo na parede. E é isso. Assim é O Último Capítulo (cujo o título não tem tanto a ver com a história).           Mas eu recomendo! Assistam e tirem suas próprias conclusões. 

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