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28.10.16

A Garota no Trem





Quando um grande sucesso literário surge no mercado, surgem em sua orbita alguns subprodutos genéricos para aproveitar do seu sucesso, e foi isso que Paula Hawkins fez ao ter a ideia de escrever o seu também best-seller A Garota No Trem, que já traz em sua capa um pequeno anuncio: Se Você gostou da Garota Exemplar você vai devorar esse romance. Absolutamente nada contra em aproveitar uma onda de sucesso, desde que você faça um bom produto.         
O filme conta a história de Rachel (Emily Blunt), uma mulher divorciada que todos os dias pega o trem no mesmo horário e fica fantasiando sobre um casal perfeito que vê pela janela. Um dia, ela testemunha o desaparecimento de Megan (Haley Bennett), que é a babá que trabalha para seu ex-marido. Com isso, ela passa a ser investigada pelo que aconteceu. O diretor  Tate Taylor se esforça bastante para contar um trama com três personagens femininos e seus  pontos de vistas distintos, cada um com sua própria estética e conceito visual. O resultado técnico é um filme visualmente bonito, elegante e em alguns momentos propositadamente confuso, o diretor sabe conduzir e manipular a percepção dos espectador com precisos movimentos de câmera e uma edição muito bem construída. Enquanto há uma excelente ambientação e competentes jogos de manipulações visuais, o ritmo do filme sofre bastante com a falta da linearidade temporal da narrativa e os constantes uso de tela escura para designar as personagens torna o filme em muitos momentos lento e sem rumo.
Das três personagens em cena, sem duvida é Emily Blunt (Rachel Watson) ela transmite de forma profunda toda a dor, obsessão e confusão mental que a sua personagem carrega, e é uma interpretação cheia de pequenos detalhes e nuances. Já Rebecca Ferguson(Anna) e Haley Bennett(Megan) parecem não ter muito espaço para desenvolverem seus personagens além de meros estereótipos convencionais.
A Garota No Trem em muitos momentos chega a soar como uma obra pôs feminista carregada de abordagens sociais, o filme trata de forma bastante própria  temas como violência domestica, abandono, depressão, alcoolismo, o que deixa a trama mais interessante , já que pelo ponto de vista do ritmo o filme não é dos mais ágeis, alias o trailer vende a ideia de um suspense e um mistério e isso é quebrado no final do segundo ato com a solução de todo o quebra cabeça da história, deixando todo o ato final sem qualquer atrativo para os fãs de tramas mais complexas. E esse é o ponto crucial do filme, um final convencional e extremamente banal.        
No geral A Garota No Trem é um filme bem dirigido e bonito esteticamente, mas perde ritmo e a trama vai ficando cada vez menos interessante, apesar de uma excelente e bem construída  personagem principal. Bom.   


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