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23.9.16

Sete Homens e Um Destino



 

O diretor japonês Akira Kurosawa sempre foi um ardoroso fã dos filmes de western americano, a prova dessa admiração veio em 1965 em seu filme Os Sete Samurais, com uma influencia óbvia dos filmes de John Ford, Kurosawa utilizaria o samurai como substituto para um ícone da cultura americana e fez um enorme sucesso fora do Japão com a história de sete samurais que se juntaram para defender um vilarejo pobre de saqueadores. Todos os principais elementos do western clássico estavam presentes nessa homenagem, desde as formulas narrativas das histórias até o embate mais essencial desse gênero de filme que era o bem contra o mal. O filme do mestre Kurosawa fez tanto sucesso que ganhou uma adaptação em 1960 pelas mãos do excelente John Sturges em Sete Homens e Um Destino - The Magnificent Seven, a história era a mesma só que agora os samurais seriam substituídos por cowboys, com nomes de peso no elenco como Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson e James Coburn, Sete Homens e Um Destino se tornou um dos grandes clássicos do western. 

Agora chega aos cinemas a terceira adaptação da história dos mesmos sete homens que se juntam para enfrentar um exercito e defender um pequeno vilarejo da tirania de bandidos inescrupulosos. A direção agora está nas mãos do competente Antoine Fuqua, um diretor que sabe muito bem dirigir cenas de ação estilizadas. A sua adaptação do clássico é no mínimo cheia de estilo e visualmente mais vigorosa, acostumado a lidar com uma estética mais urbana o diretor faz uma excelente construção de mundo, o filme é muito bem fotografado e muito bem executado no que diz respeito a planos abertos. O filme ainda traz muitas referencias a outros filmes do gênero, a figura do herói está sempre em destaque em relação ao fundo, mesmo que essencialmente esse destaque não esteja presente na construção dos personagens. Se por um lado a direção do Antoine Fuqua é muito precisa por outro o roteiro é repletos de clichés e conveniências que em alguns momentos chega a incomodar. É claro que trabalhar arquétipos tão repetitivos no cinema é um trabalho meio ingrato para um roteirista, mas esse contratempo é salvo pelo talento do elenco, que é excelente, Denzel Washington eleva qualquer papel que interpreta graças a seu carisma ele é a melhor coisa do filme, Chris Pratt, também esta muito bem, mesmo não fazendo uma coisa diferente do que sempre fez sua presença em cena é muito marcante, o que vale para o resto do elenco, há uma boa química entre os sete personagens principais, mesmo que as vezes o motivo que os uniu não fique muito bem claro. 

 

 Sete Homens e Um Destino não se preocupa em ser ou substituir um clássico, tratasse de um filme divertido e repleto de boas homenagens a um dos gêneros mais cultuados do cinema. Se no filme de 1960 os sete heróis eram todos homens brancos lutando pela ordem e pela justiça na nova versão há uma pequena subversão, a escolha do elenco é mais étnica e politicamente correta. O negro, o índio, o mexicano e o oriental sempre estiveram presentes nesse gênero, mas sempre colocados em segundo plano, mesmo que em nome de um ‘Politicamente correto, ’ essa homenagem é muito bem vinda e muito oportuna.
No geral Sete Homens e Um Destino é um bom filme, com uma direção vigorosa e cheia de estilo, divertido e com um excelente elenco. Muito bom.    

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