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9.9.16


Resenha O Guia do Mochileiro das Galáxias
Sinopse:
“Muito além dos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande ideia. Este planeta tem – ou melhor, tinha – o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes. E assim o problema continuava sem solução. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais. Um número cada vez maior de pessoas Acreditava que havia sido um erro terrível da espécie descer das árvores. Algumas diziam que até mesmo subir nas árvores tinha sido uma péssima ideia, e que ninguém jamais deveria ter saído do mar.
E, então, uma quinta-feira, quase dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras para variar, uma garota, sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth, de repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente descobriu como o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz. Desta vez estava tudo certo, ia funcionar, e ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma.
Infelizmente, porém, antes que ela pudesse telefonar para alguém e contar sua descoberta, aconteceu uma catástrofe terrível e idiota e a ideia perdeu-se para todo o sempre. Esta não é a história dessa garota.”
É a história daquela catástrofe terrível e idiota, e de algumas de suas consequências. É também a historia de um livro, chamado O Guia do Mochileiro das Galáxias – um livro que não é da Terra, jamais foi publicado na Terra e, até o dia em que ocorreu a terrível catástrofe, nenhum terráqueo jamais o tinha visto ou sequer ouvido falar dele. Apesar disso, é um livro realmente extraordinário.
Na verdade, foi provavelmente o mais extraordinário dos livros publicados pelas grandes editoras de Ursa Menor – editoras das quais nenhum terráqueo jamais ouvira falar, também. O livro é não apenas uma obra extraordinária como também um tremendo best-seller – mais popular que a Enciclopédia Celestial do Lar, mais vendido que Mais Cinquenta e Três Coisas para se Fazer em Gravidade Zero, e mais polemico que a colossal trilogia filosófica de Oolonn Colluphid, Onde Deus Errou, Mais Alguns Grandes Erros de Deus e Quem é Esse Tal de Deus Afinal?
Em muitas das civilizações mais tranquilonas da Borda Oriental da Galáxia, O Guia do Mochileiro das Galáxias já substituiu a grande Enciclopédia Galáctica como repositório padrão de todo conhecimento e sabedoria, pois ainda que contenha muitas omissões e textos apócrifos, ou pelo menos terrivelmente incorretos, ele é superior à obra mais antiga e mais prosaica em dois aspectos importantes.
Em primeiro lugar, é ligeiramente mais barato; em segundo lugar, traz impressa na capa, em letras garrafais e amigáveis, a frase NÃO ENTRE EM PÂNICO.”.
Assim é a introdução de um dos livros mais irreverentes do século XX, O Guia do Mochileiro das Galáxias, o primeiro de uma triologia de cinco que compõe a história de Arthur Dent, um terráqueo perdido e inseguro, de seu amigo, que anteriormente se pensava um terráqueo, mas acabamos por descobrir que ele é um habitante de um pequeno planeta orbitando Betelgeuse e também pesquisador de campo do guia, o insano e inconsequente presidente da galáxia Zaphod Beeblebrox, outra terráquea Trillian e um robô maníaco depressivo chamado Marvin.
Este grupo heterogêneo percorre a galáxia em busca de Magrathea, o planeta fábrica de planetas por encomenda e lá acabam por descobrir a história da Terra e quem a encomendou (sem mais spoilers para não estragar a leitura) e fugindo dos terríveis e burocráticos Vogons, que segundo o livro são assim descritos “não chegam a ser malévolos, mas são mal-humorados, burocráticos, intrometidos e insensíveis. Seriam incapazes de levantar um dedo para salvar suas próprias avós da terrível Besta Voraz de Traal sem ordens através de um formulário em três vias para enviar, devolver, questionar, perder, encontrar, abrir um inquérito, perder novamente e, finalmente, deixar três meses sob um monte de turfa, para, depois, reciclar como papel para acender fogo.”.
A história, recheada de críticas veladas e de um humor característico britânico, cheio de humor negro e sarcasmo é considerado como uma obra prima da ficção científica tendo fãs por todo o mundo, chegando ao ponto de se ter até uma data específica conhecida como o “Dia da Toalha”.
Além de ser considerado um livro cult por muitos, a história é de uma leitura fácil sendo que pode se ler o mesmo em uma noite sem prejuízos para sua diversão, o Guia é um livro essencial para àqueles que desejam além de conhecer a resposta para a vida o universo e tudo mais ter uma boa receita de Dinamite Pangalática (a Bebida dos Deuses).

Então se você é um fã de ficção científica, tem um humor refinado e sarcástico, está em busca da resposta para a Vida o Universo e tudo mais, que por sinal é 42, e nunca deixa sua toalha esse é um livro altamente recomendado. E lembre-se NÃO ENTRE EM PÂNICO.

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