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17.9.16

Resenha: A vida do livreiro A.j. Fikry – Gabrielle Zevin


Quando fui procurar informações sobre esse livro no Skoob, o texto começava assim: “Uma carta de amor para o mundo dos livros”. Depois de lê-lo, concordo plenamente e ainda acrescento: é sempre maravilhoso ter a oportunidade de ler livros que retratem leitores.
O livro como o título já diz, conta a história do livreiro A.J. Fikry, homem viúvo de quase quarenta anos e dono da única livraria da pequena Island Alice. Mal- humorado, rabugento e arrogante, ele é o tipo de leitor que nenhum amante da literatura iria gostar de conhecer, como podemos ver no seguinte trecho onde ele acha mais fácil falar sobre o que ele não gosta, e cá entre nós, depois dessa lista parece não sobrar muita coisa:
 “Não gosto de pós-modernismo, ambientações pós-apocalípticas, narradores post mortem nem de realismo mágico. Não costumo gostar de artimanhas nos formatos, fontes múltiplas, imagens desnecessárias — basicamente, truques de qualquer tipo. Acho ficção sobre o Holocausto ou qualquer outra grande tragédia mundial de mau gosto: apenas não ficção, por favor. Não gosto de mistura de gêneros, tipo romance literário de detetive ou fantasia literária. Literatura é literatura, gênero é gênero, misturar as coisas não costuma dar muito certo. Não gosto de livros infantis, principalmente os com órfãos, e prefiro não entulhar minhas prateleiras com livros juvenis. Não gosto de nada com mais de quatrocentas páginas e menos de cento e cinquenta. Sinto repulsa por romances escritos por ghost-writers para estrelas de reality show, livros de imagens de celebridades, memórias de esportistas, edições pós-filme, livro-brinquedo e, suponho que nem preciso dizer, vampiros. Não costumo estocar lançamentos, chick lit, poesia e traduções. Preferiria não ter que estocar séries, mas minha conta bancária me obriga. Você não precisa me contar da ‘próxima grande série’ até que ela esteja abrigada na lista de best-sellers do New York Times.” Pag 17 e 18
A vida de A.J. Fikry se modifica depois que um bebê, a pequena Maya é deixada em sua livraria, a partir daí vemos mudanças de seu comportamento, e contra as expectativas das outras pessoas da ilha, ele demonstra ter capacidade para ser um bom pai e seu coração frio vai amolecendo.
 Para muitos que lerem a história as vezes pode parecer um pouco clichê, ou ter tom de filme de sessão da tarde. A trama dá a sensação de que tudo passa muito rápido, sem que dê muito tempo de digerimos os fatos anteriores, isso não a estraga, mas deixa um gostinho de quero mais, de que falta algo. No Brasil, o livro foi publicado pela editora Paralela, que em muitos casos deixou a desejar por conta de alguns erros de digitação.

No geral gostei muito da história, ela é simples e conseguimos pegar boas recomendações de outros livros, o final achei que destoou do restante, mas mesmo assim posso afirmar que esse livro entrou para o meu hall de livros favoritos, porque não há nada melhor do que descobrir um livro que fale justamente sobre o amor aos livros.  

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