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28.9.16

RESENHA - A PROBABILIDADE ESTATÍSTICA DO AMOR À PRIMEIRA VISTA

 

Se você está à procura daquele livro para ler no ponto de ônibus, na fila do banco ou em uma viagem, minha indicação é A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista (também acho que é um nome grande). Não é o tipo de livro que vai mudar a sua vida, mas é uma doce história que serve como distração para aqueles momentos de esperas intermináveis.

Em um dia, um único dia, nossa protagonista vai viver o suficiente para escrever um livro.

Naquele dia, Hadley se preparava para ir ao casamento de seu pai, em Londres, mas pela primeira vez na vida consegue se atrasar para seu voo.

“Ela passou as últimas semanas desejando secretamente que alguma coisa desse tipo acontecesse, embora as cenas que imaginou fossem mais dramáticas: greve nacional dos aeroviários, uma chuva de granizo épica, um caso raro de gripe ou de sarampo que a impedisse de viajar. Seriam razões perfeitamente aceitáveis para que não visse o pai caminhando pelo corredor da igreja para se casar com uma mulher que ela nunca havia encontrado.
No entanto, atrasar-se quatro minutos para o voo soava um pouco conveniente demais, até suspeito, e Hadley não sabe ao certo se seus pais — tanto o pai quanto a mãe — entenderiam que não foi culpa sua.”

São aqueles quatro minutos de atraso que vão mudar toda a percepção do amor para Hadley.

Enquanto espera pelo próximo voo, ela conhece Oliver, um garoto britânico que se mostra um completo cavalheiro. E é lógico que eles viajam juntos. Durante a viagem, eles conversam sobre as coisas mais diversificadas. E mesmo sem saber se voltarão a se encontrar quando o avião pousar, um sentimento nasce entre ambos.

Embora a obra seja lembrada pelo romance, a relação entre Hadley e seu pai foi o que mais me chamou a atenção. Hadley ainda sentia-se muito magoada por ele ter “abandonado” a ela e sua mãe, e esse reencontro promete ser comovente. Nesse ponto, Jennifer dá ênfase ao tema dos filhos em meio à separação dos pais e ainda aborda um pouco sobre traição: Se a família de Hadley era complicada, a do Oliver estava um nível (ou dois) acima.

“Você acha que o seu pai é terrível por causa do que ele fez? Pelo menos, seu pai foi honesto. Seu pai teve a coragem de ir embora […]
[…] Mas o meu pai? Ele traiu minha mãe durante anos.”

No enredo, Hadley estava determinada a devolver um dos livros que seu pai lhe dera há muito tempo, isso teria um grande significado para ela.  Mas será que ela o fará?

É este mesmo livro que permite o primeiro contato entre Hadley e Oliver. Ou seja, o livro Nosso Amigo Comum (originalmente “Our mutual friend”, o último romance completo de Charles Dickens) tem um papel fundamental na trama.

Amei a autora ter feito referência ao livro “Our mutual friend”, são lindas citações que se interligam impecavelmente com a narrativa e que moldam a história.

Em alguns momentos senti como se estivesse lendo um conto, principalmente, pelo fato de toda a história ocorrer apenas no período de um dia, tendo seus capítulos titulados pelas horas dos acontecimentos. A obra apresenta um clima leve, a leitura é neutra, sem muitos pontos altos ou baixos. Por isso, é perfeito para pessoas de todas as faixas etárias, em especial, para aquelas que acreditam no destino (e é claro, amor à primeira vista).

Então, que tal passar na livraria antes daquela viagem? Talvez não seja tão ruim se atrasar um pouco!

LIVRO: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista
AUTOR(A): Jennifer E. Smith


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