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16.9.16

A ARTE DE ESCREVER

A Arte de Escrever
(Arthur Schopnhauer)


Schopenhauer foi um filósofo do século XIX, com pensamentos profundos sobre a vida influenciando diversas gerações.
Seus livros até hoje são recomendados para estudo e reflexão, entre essas indicações me foi apresentado "A Arte de Escrever". O nome me chamou a atenção devido a paixão em escrever (na época, recém descoberta), e essa leitura já apresentava conceitos que podem ser muito bem usados nos dias de hoje.
O livro expõe cinco textos sobre a leitura e a escrita onde o autor transparece seus prós e contras sobre o meio literário da época:

 

Sobre a erudição e os eruditos

"A peruca é o símbolo mais apropriado para o erudito puro. Trata-se de homens que adornam a cabeça com uma rica massa de cabelo alheio porque carecem de cabelos próprios."

Schopenhauer discorre críticas sobre os eruditos de sua época, sempre criticando aqueles que se dedicam aos estudos somente por dinheiro e não buscam ser relevantes. Ele também critica, o que já acontecia naquela época, que as universidades procuravam livros e autores recentes, desconsiderando as obras nas quais originavam tais pensamentos.

Pensar por si mesmo


"Quem pensa por si mesmo só chega a conhecer as autoridades  que comprovam suas opiniões caso elas sirvam apenas para fortalecer seu pensamento próprio, enquanto o filósofo que tira suas ideias dos livros, por sua vez, tem essas autoridades como ponto de partida."

O trecho acima deixa bem claro qual a ideia do autor sobre os que seguem a "modinha" e não evoluem originalmente. É impressionante o como ele critica quem lê muito (naquela época não existia a força do entretenimento), então como toda escrita tinha um pensamento de vida explícito, ele deixa claro sua crítica para quem lia demais certos autores e não refletia para definir suas próprias opiniões.

 Sobre a escrita e o estilo


"Antes de tudo, há dois tipos de escritores: aqueles que escrevem em função do assunto e os que escrevem por escrever. Os primeiros tiveram pensamentos, ou fizeram experiências que lhe parecem dignos de ser comunicados; os outros precisam de dinheiro e por isso escrevem, só por dinheiro."

Essa frase te lembra algo? Chega a dar a impressão de que foi escrita nos dias de hoje. Mas a verdade é que o autor nos mostra o como tudo isso que tem acontecido no meio literário acontece desde aquela época. Ele ainda crítica os resenhistas autônomos. Parece até que ele vive na era da internet.

"Muitas vezes, também, o anonimato serve apenas para camuflar a obscuridade, a insignificância e a incompetência do crítico."


Sobre a leitura e os livros


"Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: apenas repetimos seu processo mental, do mesmo modo que um estudante, ao aprender a escrever, refaz com a pena os traços que seu professor fizera a lápis."

O autor volta a reforçar a ideia de que quem lê demais se mantêm preso na ideia de outros autores, não definindo seus próprios padrões.

 Sobre a linguagem e as palavras


"É correto, e mesmo necessário, que a provisão de palavras de uma língua seja aumentada no mesmo passo em que aumentam os conceitos."

No último texto, Schopenhauer explica em detalhes a importância da boa interpretação de um texto e principalmente de uma boa tradução. Ele expõe sua ideia de que as vezes é melhor escrever um novo livro do que tentar traduzir algo que só será completo em sua língua original.

Nem preciso dizer que é uma ótima leitura para quem se interessa sobre o meio literário.
Não existe falhas, existem ideias, muitas vezes extremistas, mas como o próprio autor sugere, que usemos a leitura para reforçar quem somos e não para nos definir.

Boa Leitura!

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