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9.7.16

Gramática & Literatura: matéria de poesia ou mero formalismo acadêmico?



 A Literatura é a arte da palavra e a poesia é o que imprime nas obras diversas o caráter de arte. A propensão ao sublime, a religiosidade, sobretudo a Fé Cristã, o trabalho e o cuidado com a linguagem são verdades inerentes à arte pois são alicerces essenciais à alma humana. E sobre tais alicerces foram muitos os que se firmaram, criando obras esplêndidas, como o poeta Luís Vaz De Camões criando "Os Lusiadas", o grande Miguel de Cervantes criando " Dom Quixote" e o exímio Padre Antônio Vieira dizendo e escrevendo seus belos, verdadeiros e inspiradores sermões.
    No entanto, os séculos XIX e XX, marcados pela ideologia comunista e pelo liberalismo econômico trouxeram, pela liderança de Antonio Gramsci e companhia ilimitada, a Revolução Cultural-Marxista. As idéias propostas, nesse período, sobretudo as de desconstrução da fé Judaico-Cristã, da Filosofia Grega e do Direito Romano e da perversão da linguagem, refletiram na literatura uma sucessão de dúvidas e anseios que culminaram na politização da arte e nos seguintes questionamentos:

-Se o que permeia a Literatura é o ímpeto do sentimento, fonte inacabável de substância poética, não deveria a gramática, processo normativo da linguagem, ter importância menor frente à expressão do "eu"?

-A gramática que rege a língua será apenas um formalismo acadêmico e opressor da classe nobre e da elite intelectual?

    A partir de então, o "esquecimento voluntário" da gramática nas obras literárias tornou-se algo frequente e expressões como "preconceito linguístico" e idéias como "a função da linguagem é comunicar e, portanto, não existem maneiras certas ou erradas de falar" ganharam força no âmbito cultural, educativo e até familiar.
    Por consequência da problemática de uma linguagem "moderna" (degenerada pelo pensamento de Gramsci), nasce a falta de identidade da Língua, antecipada pela perda da identidade individual.

    Para melhor explicarmos a importância da gramática na construção estética e lógica da Literatura, vamos salientar as funções da palavra, da gramática, da literatura e explicar como a degeneração de aspectos simples da Língua Portuguesa podem refletir pífias intenções globalistas e neocomunistas.

★ A função primordial da linguagem, seja qual for, é expressar, de forma viva, sentimentos, idéias, pensamentos e necessidades, por meios lógicos, culturais, coerentes e sociais, com finalidade comunicativa e, ESSENCIALMENTE, harmônica.

★A gramática normativa de uma língua tem por função organizar a articulação das palavras, segundo princípios fonéticos, semânticos e estruturais  para garantir, na ORALIDADE e na ESCRITA, a viabilidade da comunicação e a unidade linguística e estética necessária para a realização de relações sociais e construção de uma IDENTIDADE COLETIVA QUE REFLITA AS IDENTIDADES INDIVIDUAIS e as características inerentes ao ser humano.

★ A Literatura, como forma artística, é, sobretudo, o retrato harmonioso de diversos aspectos humanos sobre os quais se formam as diferentes visões de mundo e a universalidade dos sentimentos humanos. Tendo, diante disso, que imprimir o trabalho com a linguagem para gerar sensações, impressões, emoções e reflexões.

   Para melhor exemplificar a necessidade da gramática na Literatura, analisemos, brevemente, o movimento simbolista.

* A poesia refletia religiosidade
* Musicalidade marcante
* Utilização de assonâncias e aliterações para remeter a sensações de cores e instrumentos musicais
*Preferência pela cor branca
*Aspecto sensível e sentimental
*Predominância de formas fixas, como o soneto.

Vê-se, pois, nestas características como a articulação gramatical favorece e viabiliza a comunicação de impressões sensoriais, idéias sonoras e sentimentos. Refutando, portanto, a ideia de que a preocupação formal e material da arte dificulta e diminui a expressividade do artista.

    Diante de tudo isso, resta-nos dizer que a Literatura é também a arte de trabalhar e moldar a matéria-prima, isto é, a palavra e a gramática. Em outras palavras, "o bom negro e o bom branco da nação brasileira dizem, logo, deixa disso, camarada: dê-me a Gramática!



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Abraços fraternos a todos!

Paz e bem! †

 

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