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12.7.16

Dez coisas que aprendi sobre o amor

Dez coisas que aprendi sobre o amor – Sarah Butler 
Editora: Novo Conceito

Sinopse: Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade? 

 Se você procurou esse livro querendo um belo romance, me desculpe, mas volte atrás. Dez coisas que aprendi sobre o amor é muito mais do que um romance; é amor de verdade, amor entre família, aquele amor que nunca vai embora, não importa o que aconteça.  
 O livro é dividido em dois narradores: Alice, uma jovem que perdera a mãe quando nova, que se sente culpada pela morte dela, e que se sente totalmente fora da própria família, sempre fugindo daqueles para quem deveria correr, e Daniel, um artista na casa dos cinquenta, que vê cores nas letras, morador de rua, que procura sem parar pela sua filha, fruto de um amor do passado que não dera certo – seu amor verdadeiro. O que no início parece não fazer sentido, com o desenrolar da história, consegue se esclarecer: Alice é filha de Daniel. 

" Ele amava Tilly e Cee mais do que a mim. " 
"Sou um velho de coração meloso, não há outra maneira de descrever." 

 O que realmente importa no livro, e que te faz querer chegar no final, é a luta do pai em tentar encontrar e contar para filha sobre a sua existência, uma vez que ele tem a certeza de que ela não sabe que aquele por quem ela chama de pai na verdade não é. Enquanto lemos os seus capítulos, é possível ver toda a angústia presente em seus pensamentos, tornando-os quase reais.  

"Gostaria de encontrá-la aqui, ficar ao seu lado com a sujeira da cidade aos nossos pés."   

Dentro dessa história principal, vemos outras histórias menores, mas com igual importância: as irmãs de Alice, Cee e Tilly, que completamente opostas, tentam ver razão no modo de viver da irmã caçula. Quando o pai das três morre – logo no início do livro -, as irmãs de reencontram, e então, começam os desentendimentos. Cee, sempre controladora, mãe de três filhos, e esposa em um relacionamento estável, não consegue aceitar algo em Alice, que sempre se sente como se a irmã mais velha a culpasse pelos problemas da família; Tilly, a irmã do meio, é o elo entre as irmãs, sempre compreensiva e amável, mas com graves problemas de relacionamento, já que seu companheiro é casado com outra mulher.  

"Por que nos mudamos?, perguntei, e ela [Cee] deu de ombros e disse que não sabia. Pela maneira como dizia, ela deixava claro que achava que a culpa era minha. " 

 O mais próximo que conseguimos chegar de um romance é o relacionamento que a protagonista tem com Kal, um indiano que nunca a apresentou para a sua família, por medo de não aceitarem-na. Com o passar das páginas, conseguimos começar a compreender o que fora esse relacionamento, e como ele afetou a vida da personagem, uma vez que ela passa por diversas reflexões sobre o desenrolar dos acontecimentos no seu passado. 

"Kal me acalmava. [...] Todas as vezes que saíamos para beber ou comer com os amigos, havia um instante em que eu o olhava e sentia uma espécie de imobilidade. Sinto falta disso." 

 Foi muito decepcionante ler um livro em que o título nada tem em comum com a história; a sentença nem mesmo é citada em qualquer uma das páginas, mas, mesmo assim, você as fica esperando até a última delas. Além disso, ler quaisquer das cenas entre a protagonista e a irmã mais velha é extremamente estressante, umas vez que não parece haver qualquer tipo de sentimento por ali. Mas, se por um lado o romance decepciona, o drama é excepcional. A cada página, e a cada desafio que se passa, conseguimos ver certo desenvolvimento psicológico e mental por parte dos protagonistas, que nos emociona de diversas formas possíveis. Outro fato sobre o livro são as listas no final de cada capítulo, que, me desculpem os fãs, parecem totalmente despropositadas. Se o texto peca por um lado, acerta totalmente por outro, e, se tiver paciência para ler e apreciar até o fim, penso que possa valer a pena.  

Nota: 3,0/5,0

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