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18.7.16

CRÍTICA - A SÉRIE É BOA, MAS PODERIA SER MELHOR



       Eu venho em paz!
    Então já vou adiantando que se você se tornou um fã absurdamente fascinado por Stranger Things nesse fim de semana, pode talvez não gostar muito da minha crítica.
     A série criada pelos Irmãos Duffer para nosso tão querido serviço de streaming chamado Netflix é ambientada em Montauk, Long Island, e conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente. Enquanto a polícia, a família e os amigos procuram respostas lógicas para o mistério, acabam mergulhando em uma extraordinária reviravolta, se envolvendo com um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha chamada Onze que se mostra uma ótima aliada nessa busca.  




    Como muitos de vocês sabem, Stranger Things é uma homenagem aos filmes de ficção científica dos anos 1980. Então podem esperar uma atmosfera bem no estilo Steven Spielberg ou até mesmo George Lucas. Até aí tudo bem, certo? Certo. Gostamos de homenagens. Quem aqui nunca assistiu E. T. na Sessão da Tarde ou até mesmo Super Oito na Temperatura Máxima? É legal ver alienígenas ou monstros ganhando forma e no fim vê-los dizimados pelas mãos das crianças. Um sonho que todos nós já compartilhamos, foi fazer parte dessas aventuras.
        Mas vamos aos fatos:
       Eu juro que fiquei animado quando soube dessa série. Minha cabeça logo pensou em passar a sexta-feira e parte do sábado assistindo Stranger Things só para conversar com vocês um pouco sobre ela e bom é o que estamos fazendo, só que novamente comecei a enrolar...
        A premissa é bem interessante apesar de ser um tema (grupo de amigos, cidade pequena, forças sobrenaturais) já bem visitado. Os trailers liberados só aumentaram mais o mistério e isso me deixou bastante animado com toda a história. Esse mistério ao qual me refiro é: por que a garotinha tem a cabeça raspada? Qual é a dos seus superpoderes? Há um monstro à solta na cidade, é isso mesmo produção? E a produção disse que é isso mesmo.
      O grande problema dessa primeira temporada (e já estão pensando na segunda, diga-se de passagem) é o ritmo. São oito episódios e mesmo assim tudo demora a acontecer. Lembro de gostar somente do primeiro e dos dois últimos, os outros pareceram só existir para darem sustento a cenas importantes da trama que só duraram dois minutos.
Com poucos personagens assim, como é o caso da série, eles podiam reduzir toda a enrolação e mostrar mais do grande vilão que mesmo depois de poucas horas de eu ter assistido, não consigo lembrar que fim levou. Não senti a ameaça dele hora nenhuma. Não o trabalharam o suficiente. As pessoas gostam de vilões, e esse não foi levado tão a sério. 



   

   Outra coisa, por que esses (as) filmes/séries insistem em revelar a aparência da criatura só no final? Nem se fosse algo assustador ou inteiramente original. As pessoas querem saber do que elas precisam ter medo, e se você vê apenas uma silhueta fora de foco ou somente as pernas, isso acabando não sendo levado tão a sério. Poxa, é tão caro assim fazer um monstrinho no computador mais algumas vezes? Precisa mesmo deixar o melhor para o final sempre?      Temos no elenco Winona Ryder (Garota Interrompida, Cisne Negro, Star Trek) que é uma ótima atriz, mas que na minha opinião, não merece um prêmio por suas artimanhas em Stranger Things. Sim, há momentos em que ela dá um show. Porém, há uma cena em um dos episódios em que ela discute com o xerife e, mesmo sabendo tudo o que ela passou com o desaparecimento do filho e tal, não consegui acreditar nela, por que ela Ryder soou mais como uma louca do que como uma mãe desesperada. E todos sabemos que há diferenças aí.  



        

       Para mim, quem brilhou mesmo foi Millie Brown, a garotinha Onze. Ela fica a maior parte do tempo em silêncio e ainda assim consegue ofuscar os outros atores. A cena em que ela é arrastada para a cela e grita... Fiquei de pé e aplaudi. 


         

       Desculpem seu estou soando um hater, mas quando uma coisa é ruim, ela é ruim e quando é boa, é boa. Quando é espetacular, é espetacular! Stranger Things é boa. A história é ótima, só que os roteiristas não a desenvolveram da forma certa. No final, vamos descobrindo coisas que mereciam uma atenção maior, no caso bem maior, e os roteiristas passam despercebidos por isso.
     Se eu descobrisse o que eles descobrem na história, bom, mudaria minha perspectiva do universo e toda minha crença. Os personagens... “Não, tudo bem, a gente vai para um lugar cuja a existência é teoricamente impossível para resgatar meu filho. Eu tô legal, vai querer o quê para a viagem? Um biscoito Bauducco, batatas chips...”
Poxa! Pelos menos coloca a frase “mas isso é impossível! ” Só para quem assiste dar uma acreditada...
       Não fiquei satisfeito ainda, com o que revelaram. Mostraram muito e não explicaram como chegaram aquilo. De onde veio o monstro até sabemos, mas na real, que lugar é aquele? Como chegaram nele? O telespectador precisa de respostas. Não é a todo momento que as pessoas gostam de levantar teorias e no caso da série, nem dá para levantar tantas assim.
      Uma outra coisa que me chamou a atenção foi a trilha sonora. Desde os clássicos da época até a original da série. Foi o que eu vi de melhor. As músicas eram magnéticas e pulsantes, bem naquela atmosfera alienígena, deixou cada cena ainda melhor. Espero que repitam essa qualidade da segunda temporada.       O que escritores de suspense devem saber é que na maioria das vezes as respostas de algumas questões só fazem o mistério ficar ainda maior.        Mais uma vez repito: a série é boa. Então vou logo adiantando aqui, você deve assistir Stranger Things. É um bom passatempo e já que é para entreter, ela se sai bem nessa função. Não tenho o que reclamar da direção (em alguns momentos parece que você estar vendo algo feito mesmo nos anos 1980) ou dos efeitos especiais. O elenco é bem bacana e o Dustin, aquele manolo sem dente, é o melhor personagem depois da Onze. Sério, quando ele fala sai cada pérola. Minha mãe soltou um “ownnn” quando ele disse pudim de chocolate.
     Vemos futuros promissores naquelas crianças que podiam ter sido mais trabalhadas, eles tinham tempo para isso. Só espero que isso seja resolvido na próxima temporada. 


 
       Eu esperava mais da série. Não trocaria um daqueles filmes antigos om efeitos especiais não tão bons do gênero por ela, mas a temporada termina de uma forma cruel, melancólica. Coisas acontecem, outras interrogações são plantadas e sabemos que isso não passa de uma promessa: O melhor ainda está por vir.         Assistam sim essa série, tirem suas próprias conclusões e vão ser feliz ao som de Should I Stay Or Should I Go!  


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 Grande abraço e uma ótima semana para todos!

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1 comment :

  1. Conseguiu expressar o que eu sentia em relação à série!
    Fiquei tão triste de ver que não era lá essas coisas que passei a me indagar se não era eu a louca, hahaha

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