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25.6.16

TRÊS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ESCRITA




   Sem dúvidas, arte é para poucos. Talvez por mero acaso, por necessidade ontológica, ou ainda por ignorância, embora seja fato os muitos que se dizem aspirantes ao mérito de dar a luz às palavras. O que acontece, no final, é que mais da metade destes esmorecem. E quando não o fazem, mas insistem, acabam gerando ao mundo mais uma vergonha.
   Assim, listo aqui, três princípios básicos, que julgo fundamentais para o desenvolvimento, compreensão, e sustentação de toda a arte. Em especial, a escrita.


·         HABILIDADE

   Antes de tudo, é preciso desmitificar alguns conceitos estúpidos sobre a escrita, e sobre qualquer expressão artística em geral que envolva certa habilidade. Escrever não é questão de inspiração ou dom. Mas é como tocar piano, resguardando-se, todo o segredo da boa arte, na técnica.
   Inspiração é menos que um ludibrio bonito que os poetas pedem às musas, adornando assim o início de suas epopeias, em honra à tradição de seus antepassados. Pois, teria Dante escrito A Comédia, se pusesse toda sua confiança na iluminação divina que pedia?
   Dom é outro irritante deposito de efeitos, do qual os fracassados têm como conforto de sua própria desgraça, despejando ali, todo o fardo de culpa preso em seus ombros. Toco alguns instrumentos, e me dá nos nervos ver alguém afirmar que tenho “dom musical”. Não por puro desagrado sem motivo, mas por orgulho, e por mérito que acabo não tendo comigo mesmo ante à tais palavras.
   Dom não existe, ninguém nasce sabendo algo, nem predestinado à um talento. Não passam de questões externas que brotam de fora para dentro, pois, antes de eu ter um “dom” visível ao mundo, houve muitos calos na ponta dos dedos, unhas machucadas e sangue sobre as cordas de um violão velho, nessas horas ininterruptas de treino, de prática,
   E é justamente esse o ponto final da questão. Não há técnica desenvolvida sem prática. Por mais que você não só esteja inspirado, mas seja inspirado, contemplado pelos deuses com uma magnífica história, sua arte final será menos que um bolo de fezes expelidos sem escrúpulos.
   Prática é o único meio para a perfeição. Quanto mais prática você tiver, menos útil serão as muletas da inspiração, que, caso se quebrem, até serem concertadas, o deixarão isolado no bloqueio criativo.
Então treine, e aprenda a andar com as próprias pernas


·         ROTINA

   Como um complemento da prática, está a rotina. Pratique todo dia, porquanto não é direito exigir talento, se você só treina sua arte uma vez por semana. 

Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito. ” – Aristóteles

   Se quer êxito no que faz, seja metódico e transforme-a em hábito. Dizem que se uma prática é seguida por um mês ininterrupto, tal costume se torna algo tão corriqueiro como almoçar feijão com arroz ao meio dia, ou escovar os dentes depois das refeições.
   Mas não seja radical demais, nem entre em depressão se não consegue escrever em certo dia. Apenas estipule uma meta, um certo horário. Regule-se, não seja escravo da vontade, mas produtivo. Trabalho duro não te levará a nenhum lugar. Produtividade, sim.
   Pois, como sempre digo, mais importante do que se tem, é o que se é. E mais importante que ambos, é o que se faz.






·         AMOR

   Quando cito amor, não me refiro à concepção sentimentalista que se vê por aí (até porque, assim, eu estaria me contradizendo), mas a uma visão racional. Os judeus, por exemplo, tratam o amor, não como uma emoção pura, mas como uma escolha. E isso reflete o artista que ama sua arte, não porque seus filhos lhe trarão riquezas ou fama, mas porque foi feita a escolha de ama-los, e de gastar sua vida os desenvolvendo.
   O amor complementa os outros dois princípios, e finda sendo o fundamental. Sem tal decisão, não há estimulo para uma rotina, nem disposição para a prática.
   Assim, pergunte-se, todas as vezes que estiver deitado na cama, nos seus devaneios, enquanto negligencia sua obrigação como artista e defenestra seu tempo, se tal escolha vale realmente a pena.
   Este é o divisor de águas, entre artistas, e aqueles que querem ser artistas. Pois somente duas coisas valem a pena na vida: o amor e a arte. O resto não passa de desejos infinitos e realizações limitadas, resolutas no tédio, no vazio.


Então, o que tá esperando pra começar a trabalhar?

“Sit your ass down and write!!!”




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